Participação no Encceja PPL
Cerca de 200 socioeducandos de todas as unidades de internação da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) participaram do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) em 2026. O exame, destinado a indivíduos que não concluíram os estudos na idade adequada, ocorreu nas oito regionais do Rio Grande do Sul, promovendo a mobilização de servidores e jovens participantes.
A aplicação das provas aconteceu nos dias 6 e 7 de setembro, em unidades socioeducativas ou em escolas estaduais anexas, com um total de 188 jovens inscritos. Desse total, 116 adolescentes focaram na certificação do Ensino Fundamental, enquanto 72 buscaram a certificação do Ensino Médio.
Educação como prioridade na Fase
A educação é um componente central nas atividades da Fase, conforme destaca seu presidente, José Stédile. Para ele, o Encceja PPL representa uma grande oportunidade para os jovens retomarem seus estudos e transformarem suas vidas através do conhecimento. O trabalho desenvolvido pela Fase é integrado, envolvendo analistas pedagógicos, diretores, agentes socioeducadores, profissionais das escolas estaduais e a Diretoria Socioeducativa, que por meio da Coordenação Pedagógica e do Núcleo de Escolarização, colaboram para que esses jovens tenham acesso à educação de qualidade.

Desde sua criação em 2002, o Encceja PPL é estruturado em quatro provas objetivas, correspondentes a cada nível de ensino, com 30 questões de múltipla escolha e uma proposta de redação. O certificado obtido por meio do Encceja possui o mesmo valor que um diploma de escola de ensino fundamental ou médio, reconhecendo oficialmente o cumprimento das disciplinas do núcleo comum, conforme afirma a chefe do Núcleo de Escolarização da Fase, Jamille Cordeiro.
Procedimentos do exame e certificação
O processo de mobilização dos adolescentes para o exame demonstra a preocupação da Fase com a educação e a reintegração social dos jovens. A participação no Encceja PPL não se limita apenas à aplicação das provas, mas envolve uma preparação cuidadosa e contínua que visa garantir que cada jovem tenha as ferramentas necessárias para alcançar sua certificação. Nos centros de atendimento, um ambiente escolar é promovido para que os adolescentes possam estudar e se preparar adequadamente, contribuindo, assim, para uma formação de qualidade.
Exemplificando a participação, o Centro de Atendimento Socioeducativo de Pelotas (Case Pel) teve um total de 15 adolescentes inscritos, sendo 12 para o Ensino Fundamental e 3 para o Ensino Médio. Essa unidade é parte dos esforços contínuos para garantir que os jovens não apenas tenham acesso à educação, mas que também consigam utilizá-la como uma ferramenta de transformação pessoal e social.

Estudante em Jornalismo, Especialista em Oratória e Redador do site Encceja.net.br. Mãe de 3 gatos sou eterno conhecimento.


