Redação do Enem: professor aponta 7 temas que merecem atenção em 2026


Desafios para a Proteção de Crianças e Adolescentes nos Ambientes Digitais Brasileiros

Com o crescente uso de tecnologias digitais, crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a conteúdos inadequados, além de práticas como publicidade direcionada, coleta imprópria de dados, cyberbullying e outras formas de violência. A responsabilidade por essa proteção é compartilhada entre diversos agentes: família, escola, Estado e empresas de tecnologia.

Por que é relevante? Novas legislações e debates acerca da responsabilidade das plataformas digitais e a educação em ambientes digitais tornam o tema mais urgente do que nunca.

Possíveis abordagens:

redação do Enem

  • Educação digital e letramento midiático nas instituições de ensino.
  • Responsabilidade das plataformas sobre os conteúdos que hospedam e seus mecanismos de recomendação.
  • Proteção de dados pessoais e verificação de idade de usuários.
  • Prevenção de cyberbullying, assédio, e exploração sexual on-line, promovendo canais acessíveis de denúncia.
  • Impactos do uso excessivo de telas na saúde mental das crianças e adolescentes.
  • Capacitação das famílias para a gestão do uso da tecnologia.

Desafios para Garantir o Direito à Vida e ao Futuro da Juventude Brasileira

Os jovens, especialmente aqueles que pertencem a grupos vulneráveis como negros e moradores de áreas periféricas, enfrentam ameaças como violência letal, evasão escolar, crime organizado e escassez de oportunidades. Falar sobre o futuro da juventude implica discutir como as áreas de segurança, educação, trabalho, e cultura se interconectam, além de abordar a redução das desigualdades sociais.

Por que é relevante? Este tema traz à tona questões cruciais relacionadas aos direitos humanos, segurança pública, educação e desigualdade social.

Possíveis abordagens:

  • Desigualdade racial e territorial na distribuição da violência.
  • Prevenção da violência com uma abordagem integrada das políticas públicas dedicadas à juventude.
  • Acesso a ensino técnico e ao mercado de trabalho.
  • Captação de jovens pelo crime organizado.
  • Dependência da saúde mental e aspirações futuras.
  • Promoção da participação juvenil em decisões políticas.

Desafios para promover a Alfabetização Plena como Condição para o Exercício da Cidadania no Brasil

A simples redução do analfabetismo não garante que todos os cidadãos sejam capazes de interpretar textos, acessar informações públicas ou entender dados científicos. A alfabetização plena deve englobar leitura, escrita, compreensão e autonomia, permitindo que os indivíduos participem plenamente da vida social.

Por que é relevante? Garantir a alfabetização é fundamental para assegurar autonomia e acesso às oportunidades de trabalho e informação.

Possíveis abordagens:

  • Expansão e valorização da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
  • Desigualdades regionais, raciais e socioeconômicas que afetam o aprendizado.
  • Combate à evasão e abandono escolar.
  • Valorização e capacitação dos docentes que atuam na alfabetização.
  • Desenvolvimento da alfabetização funcional e da compreensão de textos.
  • Iniciativas de alfabetização digital e científica para interpretação de dados.
  • Promoção de letramento midiático para combater desinformação.
  • Busca ativa de jovens, adultos e idosos fora do sistema educacional.

Caminhos para Fortalecer a Confiança da População Brasileira na Ciência e nas Instituições de Saúde

A desinformação e notícias falsas impactam decisões individuais e políticas públicas significativas. A pandemia de COVID-19 evidenciou a importância da ciência e a necessidade de um diálogo mais efetivo com a população.

Por que é relevante? Este tema fornece uma oportunidade para discutir ciência, comunicação, educação e a luta contra a desinformação.

Possíveis abordagens:

  • Educação científica desde os primeiros anos de escolaridade.
  • Combate à desinformação relacionada a vacinas e tratamentos.
  • Transparência na comunicação sobre riscos e efeitos adversos de tratamentos.
  • Uso de linguagem clara e acessível para a pública.
  • Responsabilidade das plataformas digitais sobre a desinformação.
  • Valorização das universidades e instituições de pesquisa.
  • Capacitação dos profissionais de saúde para se comunicar adequadamente com a população.
  • Promoção da colaboração entre ciência, mídia e sociedade.
  • Recuperação da confiança com prestação de contas e dados abertos.

Desafios para Identificar e Incluir Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação na Educação Brasileira

Estudantes com altas habilidades muitas vezes não são reconhecidos por falta de instrumentos eficazes de identificação e pela ausência de propostas pedagógicas adequadas. A inclusão deve contemplar aqueles que aprendem em ritmos e profundidades distintas.

Por que é relevante? A nova legislação prevista para 2026 contempla aspectos como mapeamento, atendimento especializado e valorização de potenciais, incluindo a dualidade das excepcionalidades.

Possíveis abordagens:

  • Identificação precoce dos diversos tipos de altas habilidades.
  • Capacitação docente para reconhecer e potencializar talentos.
  • Atendimento educacional especializado e curricular flexível.
  • Aceleração dos estudos quando adequado ao aprendizado.
  • Criação de centros e programas de referência.
  • Desigualdade no acesso ao diagnóstico e acompanhamento.
  • Apoio socioemocional aos estudantes identificados.
  • Desmistificação da ideia de que todos os superdotados têm excelência em todas as áreas.
  • Reconhecimento de casos de dupla excepcionalidade, como no caso de autismo ou TDAH.

Perspectivas para a Inclusão das Pessoas Neurodivergentes na Sociedade Brasileira

Pessoas que vivem com autismo, TDAH, dislexia e outras condições ainda enfrentam barreiras em diversas esferas, como a educacional, profissional e cultural. A verdadeira inclusão demanda não apenas reconhecimento, mas também mudanças nos ambientes e superação do capacitismo.

Por que é relevante? Novas legislações apontam direções promissoras, mas reais mudanças dependem de transformações culturais, formação profissional e eliminação de preconceitos.

Possíveis abordagens:

  • Capacitação de professores para a implementação de práticas educacionais inclusivas.
  • Adaptação de avaliações, metodologias e ambientes educacionais.
  • Acesso ao diagnóstico e suporte multidisciplinar.
  • Inclusão no ensino superior e em processos seletivos.
  • Empregabilidade e adaptação nos locais de trabalho.
  • Criação de ambientes menos sobrecarregados sensorialmente.
  • Luta contra preconceitos e práticas capacitistas.
  • Valorização da autonomia dos indivíduos neurodivergentes.
  • Apoio a famílias e cuidadores.
  • Garantia de acessibilidade em serviços públicos, eventos e espaços culturais.

Perspectivas para o Enfrentamento das Calamidades Climáticas e da Degradação Ambiental no Brasil

Eventos extremos como enchentes e o desmatamento da Amazônia revelam como as mudanças climáticas afetam diretamente as populações mais vulneráveis. A urgência do tema se coloca na prevenção e na justiça climática, destacando a responsabilidade compartilhada entre governos, empresas e sociedade civil.

Por que é relevante? O assunto possibilita a discussão sobre planejamento, prevenção e as responsabilidades comuns necessárias para lidar com as questões climáticas.

Possíveis abordagens:

  • Criação de sistemas de alerta para desastres e catástrofes naturais.
  • Planejamento urbano e fiscalização em áreas de risco.
  • Ajustes nas cidades para enfrentamento de eventos climáticos severos.
  • Combate ao desmatamento e práticas de queimadas.
  • PROMOÇÃO de proteção a biomas como a Amazônia.
  • Recuperação de áreas degradadas e preservação de matas ciliares.
  • Promoção da justiça climática para populações afetadas.
  • Responsabilização de atores governamentais e privados.
  • Educação ambiental e práticas de consumo sustentável.
  • Realocação digna das famílias afetadas.
  • Integração entre ciência, Defesa Civil e a gestão pública.
  • Manutenção de políticas ambientais que transcendam governos.

Como se Preparar para Qualquer Tema?

Segundo especialistas, mais importante do que prever o tema da redação é desenvolver um bom repertório, que possibilite uma interpretação adequada e uma argumentação sólida. Para alcançar notas altas, recomenda-se trabalhar uma variedade de temas atuais, lapidando a capacidade de interpretação e proposta de intervenções.

Possíveis Estratégias: Prepare-se coletando informações recentes sobre as questões sociais do Brasil, práticas argumentativas e exercícios de redação com temas variados que possam aparecer no exame. Mantenha-se atualizado sobre debates relevantes para fortalecer seu repertório e facilitar a construção de argumentações consistentes.